Tornar-se conhecido sem mostrar sua cara

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Não, o foco aqui não são as belas "hermanas" mas sim o patrocinador - ou a ausência dele.

Banco Hipotecário Nacional, conhece ?? Pois é, eu também não conhecia até semana passada.  E o mais curioso é que eu não passei a conhecê-lo por ver sua marca estampada em algum lugar, muito pelo contrário, foi a ausência da marca impressa que fez com que eu e muitas outras pessoas passássemos a conhecer este banco. Vou explicar.

No início deste ano o Banco Hipotecário fechou contrato de patrocínio com o clube argentino Racing e teria o direito de estampar sua marca nas partes nobres da camisa, isto é, barriga e costas. O que o banco resolveu fazer foi inédito e já gerou muitos comentários em blogs e mídia especializada: eles resolveram NÃO estampar nada na camisa do time. “Nós devolvemos a camisa à torcida”, justifica o patrocinador que, seguramente, está sendo mais falado hoje do que seria se tivesse estampado sua marca na camisa de um time que nem está entre os times mais conhecidos do país do tango.

Deste modo o banco “hermano” prova que a exposição na mídia não é a única forma de gerar brand awareness. Uma idéia dessa, aliada a uma série de ações posteriores, pode dar um retorno financeiro e de imagem tão grande quanto a estampa aparecendo nos jornais e televisão, afinal, a estampa por si só não diz muita coisa.

Na contramão disso está o Corinthians, que vem preenchendo seu uniforme com marcas e mais marcas. Para torcedores, isso é ruim, feio, desagradável, mas entendo que essa foi uma forma encontrada pela diretoria para viabilizar a contratação de jogadores como Defederico, Roberto Carlos e, principalmente, Ronaldo. Minha crítica vai para o patrocinador, que poderia pensar um pouco “fora da caixinha” (desculpe e expressão piegas) como fez o Banco Hipotecário Nacional e buscar uma maneira mais criativa e menos agressiva de expor sua marca.

Imagem ilustrativa do "carnaval" que virou a camisa do Corinthians

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2 Respostas to “Tornar-se conhecido sem mostrar sua cara”

  1. Camila Sander Says:

    Interessante!
    Acho que se esse banco foi o primeiro a fazer isso (?), toda vez que observarmos alguma camisa sem a logo marca, pensaremos que de repente o próprio banco pode ser o patrocinador. Agora se outras empresas repetirem a dose, não haverá como distinguir. Então ele por ser o primeiro (?) a fazer isso, acho válido… o restante não. Daí a idéia de bolar algo diferente como o msmo fez.

    ps: Mas que tá um carnaval essa camisa do timão, eu preciso concordar contigo. Alguém tem que mexer na estética desse time!!! Hello!!!

  2. Nancy Says:

    Gostei das tuas reflexões e observações, porém também pensei sobre o que a K escreveu acima!

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