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Invadiram sua praia!

14 de setembro de 2011

É, meu amigo. Trouxeram a farofa, a galinha e o celular tocando funk. Tá todo mundo lá. Além da galera da faculdade, do pessoal que fez intercambio contigo, da gatinha que você conheceu na balada, agora você também esbarra com o filho da empregada, o office boy da empresa.“Virou Brasil”, dizem.Pô… você e mais meia dúzia de amigos chegaram por aqui bem antes. Desbravaram a estrada, e tudo o mais. Por um bom tempo, era um lugar só seu e dos seus amigos mais chegados, pouca gente.Mas de repente baixou por aqui aquela galera lá do litoral sul. Com suas músicas, gírias e brincadeiras. É de lascar.

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O que as marcas podem fazer pelo cinema

13 de junho de 2011

Quem pilota esse skate voador?

Um cara tatuado e barbudão, pinta de bad boy, chega no posto de gasolina. Estaciona a moto e entra na loja de conveniência. Tira os óculos escuros, pede um maço de cigarros e um refrigerante (pra rebater a ressaca). Já fora da loja, pega o isqueiro no bolso da calça jeans. Imaginou a cena? Agora responda: quais as marcas destes produtos mencionados acima? Se tivesse que apostar, cravaria, pela ordem: Harley Davidson, Ray Ban, Marlboro, Coca Cola, Zippo e Levi’s. Porque? Porque é assim que a vida é, meu caro.

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Adestre o mico pra trabalhar a seu favor

7 de abril de 2011

Rir de si mesmo, comprovadamente, deixa a vida mais leve. E pode deixar o bolso mais pesado, também. Quando leva um tombo na frente da escola inteira, você pode sentar e chorar ou dar risada com todo mundo. Algumas empresas e pessoas já aprenderam a fazer isso. Outras continuam a ser o alvo da chacota ao invés de se beneficiar dela.

Pra dar certo, a estratégia do “rir pra não chorar”  precisa de um bom parceiro: alguma celebridade com senso de humor e jogo de cintura. Vamos a alguns exemplos.

Olha que graça o Branson de comissária! (more…)

O emprego novo do Fenômeno

17 de fevereiro de 2011

Ex jogadores de futebol não costumam ter problemas de grana. Claro, há exceções, casos de atletas que por um motivo ou outro encontraram dificuldades financeiras após abandonar o esporte. Mas, de forma geral, os milhões acumulados lhes permitem uma vida com poucos sobressaltos.

Parar de jogar não precisa representar o fim da vida profissional. Alguns se mantém ligados ao esporte, como treinadores, empresários de jogadores, dirigentes de clubes, comentaristas. Outros se aventuram por outras searas: abrem empresas, e, claro, metem-se com a política. É triste fato que a habilidade com a bola não costuma ser acompanhada de bom desempenho acadêmico. Ao contrário de países onde o desenvolvimento atlético é necessariamente atrelado à formação escolar, é sabido que nossos craques têm de optar bem cedo entre ir à escola ou perseguir o sonho de ser um jogador. Também por isso, aqueles que falham em amealhar recursos suficientes para manter o padrão de vida após a aposentadoria costumam ter pouco preparo para se recolocar profissionalmente.

Mas surge um novo modelo.

Olha a pinta de businessman!

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Guaraná Jesus arrebanha fiéis

9 de novembro de 2010

Você deve conhecer a história. Farmacêutico inventa, por acaso, uma bebida carbonatada, com cafeína na formula. O que era pra ser um remédio vira um refrigerante. Aos poucos, a bebida de gosto singular e nome idem vai conquistando adeptos, até se tornar uma grande corporação, uma marca valiosa e com fãs-clubes espalhados por aí.

Já matou, né? Senão, mais uma dica: a bebida em questão é cor de rosa!

Complicou? Vamos esclarecer o assunto.

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Quando o marketing dá zica

28 de outubro de 2010

Urucubaca. Agouro. Mandinga. Nhaca. Ziquezira. Essas palavras fazem parte do vocabulário de muito fã de esporte por aí. O futebol é pródigo em exemplos. Aqui mesmo entre os autores do blog, tem nego que faz questão de sentar-se sempre no mesmo lugar da sala pra ver o jogo, ou usar sempre a mesma camisa. E, confesso, sou daqueles que no estádio vociferam contra o infeliz que grita “Gol!” antes da bola entrar – dá azar. Assim como cantar vitória prematuramente, ou comentar sobre a sorte prévia: “Sempre que venho ao estádio, nosso time ganha”. Coisas que não se fazem, e todo fã de futebol sabe.

Porém, parece que a Topper não sabia. E aí, já viu…

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“Boa ação” rende cifrão

8 de outubro de 2010

Fornecer equipamento para esportistas de alto rendimento é grande negócio para marcas do ramo. Se a promessa de um melhor desempenho, maior conforto e proteção da integridade física for endossada pelo atleta, é só um passo pra ser desejada pela legião de admiradores que sonham em ter pelo menos a mesma tralha do ídolo.

Agora, o que dizer quando este equipamento se mostra capaz de uma façanha de maior monta – como, por exemplo, preservar a visão dos mineiros presos numa mina do Chile?

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Don’t shoot the messenger

1 de agosto de 2010

Dizem que a frase é de autoria de Shakespeare. De qualquer forma, o significado é o seguinte: não ataque quem traz as más notícias; ataque quem as protagoniza.

Quem personifica as más noticias é Robert Gates, secretário de defesa americano.

O mensageiro é o WikiLeaks, que já comentamos aqui. Trata-se de um site que se especializa em publicar informação sobre abusos de qualquer natureza, sempre preservando a fonte e zelando pela autenticidade do material.

E a má notícia é que o Afeganistão vai de mal a pior (é novidade pra alguém?).

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Jabulani – a imprevisível leveza da bola da Copa

31 de maio de 2010

Pense numa vitrine perfeita para seu produto. Um evento colossal, transmitido para cada canto do globo, aguardado por quatro anos. Um evento que mexe com sentimentos profundos, cria e imortaliza heróis e vilões. E, obviamente, associa produtos a eles, que são consumidos com uma voracidade impressionante. Bem vindo à Copa do Mundo Fifa 2010.

É ou não é o sonho de qualquer empresa? Ter à sua disposição os melhores garotos propaganda do planeta, desfilando seus produtos, exibindo suas virtudes? Mas parece que a Adidas corre sério risco de fazer deste show um grande fiasco, comprometendo uma parte deveras importante do espetáculo: a bola.

Tem jogador que não quer ver essa aí nem pintada de ouro (como, aliás, ela estará na partida final)

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Metendo a boca no apito

6 de abril de 2010

Hoje, durante a costumeira sapeada pelos portais, desviando de artigos sobre a páscoa das celebridades, corrida eleitoral e outras baixarias, me chamou a atenção um artigo sobre mais uma das barbaridades americanas no Iraque. O vídeo desmente de forma contundente a versão oficial sobre o assassinato de jornalistas desarmados por um ataque aéreo dos EUA. Deve dar o que falar.

Além da força das imagens (17 minutos de uma crueza aterradora, onde soldados pedem e recebem autorização para atirar em civis, e comemoram o resultado da ação – “Look at those dead bastards…Nice!”), me chamou atenção a plataforma utilizada para a divulgação do vídeo: o (até então por mim desconhecido) WikiLeaks.

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Problemas no País das Maravilhas

24 de fevereiro de 2010

Alice in Wonderland, nova empreitada da Disney e do diretor Tim Burton, promete ser um incrível devaneio visual, explorando o potencial dos filmes 3D como só Avatar fez até agora. O cast conta com Johnny Depp, Helena Bonham Carter e  Mia Wasikowska. Contudo, antes do filme estrear, um grande imbróglio já está formado.

Chapeleiro, Rainha e Alice posam pra foto

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Bola oval, marketing redondo

9 de fevereiro de 2010

Domingo à noite, foi disputada a quadragésima quarta edição do Superbowl, partida que decide o campeonato americano do que eles insistem em chamar de futebol. Os New Orleans Saints bateram os Indiana Colts – desfile de uma simpática zebra que marca a ressurreição da cidade após a devastação do Katrina.

Mas se eles se apropriam indevidamente do nome do nosso querido ludopédio, jogam um bolão quando se trata de vender o esporte. Os caras da bola oval fazem um trabalho infinitamente melhor do que os boleiros de cá.

Prefere o caneco aí de cima ou a taça das bolinhas?

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Garçom

20 de janeiro de 2010

Sou extremamente crítico quanto à qualidade dos serviços que me são prestados. Quando vou a um bar ou restaurante, atendimento, instalações, higiene e a experiência como um todo são sempre avaliados. Às vezes até dou uma “nota” informal para o local, que será  determinante na minha decisão de voltar ou não ao lugar, indicá-lo a um amigo ou simplesmente deletá-lo da memória.

Então, chegou a hora de deixar de ser pedra e passar a ser vidraça: virei garçom.


A brincadeira durou três dias. Em férias na baiana Itacaré, fui dar uma força a uns amigos canadenses, que resolveram se mudar pra Bahia e abrir um bar na praia.

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Sobre o tempo que leva pra mudar uma cultura

16 de dezembro de 2009

Versa o senso comum que mudar hábitos de um povo é tarefa demorada e complicada.

Talvez não. A velocidade com que nos adaptamos a tudo nessa vida é, provavelmente, nossa glória e nossa ruína.

Sábado passado fui a uma festa. Festão, aliás – umas 150 pessoas numa cobertura  com uma vista 360 graus da cidade, só comparável à do vizinho Terraço Itália.

E, como o Serra e o Kassab não apitam nada por lá, com cigarro liberado.

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Retornável e com bom custo benefício, mas será que emplaca?

11 de dezembro de 2009

Antes de começar este post, é necessária uma breve explicação sobre o “organograma” deste blog.

Gabriel e Davi são os caras com embasamento, formação e experiência profissional para falar com propriedade sobre assuntos mercadológicos.

Eu sou o contraponto leigo, e procuro trazer o ponto de vista do consumidor. Um palpiteiro, se preferir. Portanto, assim como meus outros textos, este é, no máximo, um palpite treinado.

Agora, falemos de cerveja.

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